quarta-feira, 17 de março de 2010

Facebook pagará $9.5 milhões por invasão de privacidade

Um juiz estadunidense condenou o Facebook a pagar $9.5 milhões por invasão de privacidade a partir do uso do programa Beacon. Alegou-se que havia desrespeito a uma lei de privacidade. Os responsáveis pela rede social, no entanto, não admitiram ter cometido qualquer tipo de ilegalidade.

Parte do dinheiro (6 milhões) deve ser utilizado para financiar um "Digital Trust Fund", servindo como verba para organizações estudarem privacidade online.

The new privacy center, according to terms of the deal, shall “fund and sponsor programs designed to educate users, regulators and enterprises regarding critical issues relating to protection of identity and personal information online through user control, and to protect users from online threats.”

O programa Beacon foi implantado a partir do Facebook e monitorava e publicava o que os usuários compravam e alugavam de lojas como Blockbuster, Overstock e outros. Tratava-se de uma forma de publicidade utilizando o consumo do usuário, publicando-o na rede social e permitindo que seus contatos vissem suas compras. Alguém, por exemplo, que alugasse um determinado filme na locadora, teria o título listado nas atualizações do Facebook. Invasão de privacidade? Sem dúvida. E, pior, a rede social alegava que o usuário poderia desativar o programa, mas, na verdade, o processo era um tanto complexo e grande parte das pessoas não sabia se poderia desativá-lo ou como fazê-lo.

(Via  Wired)

Identificador do Google Chrome será eliminado




Mais uma vez a questão da privacidade na internet vem à tona e divide opiniões. Nos últimos dias funcionários do Google publicaram no Download Squad, um paper sobre segurança, que o "Identificador Único" do Google Chrome será eliminado. Mesmo dizendo que este recurso não está sendo utilizado para monitorar os acessos dos usuários na rede e sim para confirmar o sucesso na instalação do navegador, o fato é que o identificador será excluído, o que talvez indique que a sua utilização não seja tão "ingênua".

Maiores informações clique aqui.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Câmeras de Vigilância: Segurança ou Invasão?

As câmeras de vigilância surgiram com o princípio de garantir segurança. O equipamento chegou primeiro às empresas, depois aos condomínios de luxo, repartições e, ultimamente, às vias públicas. Como tecnologia nova, a câmera foi questionada por invadir a privacidade das pessoas. A rigor, as câmeras só não podem ser instaladas em sanitários e outros locais íntimos, por isso considera-se que espaços abertos e públicos já estão sujeitos à exposição e portanto não tem direito de reclamar privacidade. O problema surge quando as imagens são manipuladas para outros propósitos, inclusive de intenções escusas.
Recentemente, a notícia de que uma escola dos EUA estaria monitorando alunos em suas casas através de webcam, colocou em pauta a discussão sobre invasão de privacidade. Segundo o jornal britânico Thelegraph, 2,3 mil noteboks foram distribuídos à alunos de escolas públicas em uma região do estado da Pensilvânia. Suspeita-se que a webcam instalada nos computadores possuía um dispositivo acionado por controle romoto que permitiria ao colégio monitorar os estudantes. A direção admitiu a possibilidade de acionamento da câmera, mas alegou que o recurso serve para rastrear computadores em caso de perda ou roubo.
Mas afinal quais são os limites entre segurança e invasão de privacidade? Essa é uma questão que aqui se propõe menos à responder do que à se discutir, já que na era pós-massiva em que vivemos com mídias móveis e ubíquas, as relações entre espaço físico e midiático são cada vez mais complexas.
É inegável que a presença de câmeras altera o comportamento das pessoas, inibe criminosos e proporciona melhores condições de trabalho à policiais, vigilantes e porteiros. Vista de outro ângulo, a vigilância também atenta à liberdade e aos direitos dos cidadãos que não querem sentir-se observados. Fato é que as câmeras estão aí, cada vez mais presentes – nas escolas, nas ruas, nos celulares – vigiando, monitorando e arquivando. Portanto, seja onde estiver, Sorria.. você pode estar sendo filmado!

Fontes: Novoeste, G1

domingo, 14 de março de 2010

Poder do Google para controlar nossas vidas



Este vídeo, criado para o programa jornalístico australiano HungryBeast, demonstra quanto o Google está presente em nossas vidas, seja na hora de se comunicar via e-mail ou até quando estamos procurando uma rua no Google Maps. Tanta presença, dessa forma, nos faz pensar se esse poder do "Império Google" poderá ser utilizado de alguma forma para certo tipo de controle ou monitoramento.

"Google wants to know who you are, where you are and what you like"

Algo um tanto alarmista, talvez, mas não é difícil perceber o crescente envolvimento da empresa em nossas atividades - ao menos as online. Hoje, por exemplo, eu li feeds no Google Reader, assisti vídeos no YouTube, respondi e-mails no Gmail, conversei com amigos no GTalk e escrevi este post no Blogger in Draft. Todos serviços do Google.


Vídeo via Google Discovery

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Chatroulett não é mais tão anônimo

  O Chatroulett, criado por um adolescente russo de 17 anos, popularizou-se principalmente pela inovação em conectar pessoas aleatórias e, apesar do uso da webcam, mantê-las em anonimato (ou, melhor, cria-se uma espécie de tensão entre anonimato e exposição). Não é necessário nenhum tipo de login ou inscrição, bastando clicar em "new game" para em poucos segundos ser direcionado para uma webcam aleatória em qualquer parte do mundo. Caso a pessoa não lhe agrade, basta clicar em "next" e, em seguida, você passa a ser conectado a outra. Uma experiência, de fato, interessante, demonstrando como as pessoas podem deixar visível seu rosto e o ambiente de seu quarto, por exemplo, e ao mesmo tempo manter-se num certo anonimato, sem necessitar dizer até o próprio nome.

Print screen do "Chatroulette Map" - as cores variam de acordo com o número de pessoas em cada localidade
 Por outro lado, um site chamado Chatroulette Map tem uma proposta de revelar um pouco mais dos usuários do Chatroulett. Através do endereço de IP e ferramentas de geolocalização, publicam-se em um mapa mundial, utilizando o Google Maps, frames de webcams dos usuários e sua respectiva localização. 

Print screen do "Chatroulett Map", no estado de São Paulo
 Um pouco de invasão de privacidade? Provavelmente sim. Diferente de um Facebook ou Orkut, através dos quais informações pessoais são publicadas pelos próprios usuários, o Chatroulette propõe uma experiência em geral anônima. Quem o usa - acredito - não pensa em ter informações de sua localização divulgadas dessa forma, como está acontecendo com o "Chatroulette Map".


Via Bits - The New York Times

Facebook lançará ferramenta de geolocalização

Em busca de oferecer cada vez mais entretenimento e inovação para seus usuários, a rede social Facebook lançará no mês de Abril uma ferramenta de geolocalização. Com este novo sistema as pessoas poderão visualizar onde seus amigos se encontram - este é um dos pontos que gera certa polêmica, pois questiona-se como fazer uso desse tipo de ferramenta e não comprometer a privacidade dos seus usuários.E pensando nisso, a rede social está buscando formas de restringir o acesso a essas informações, que a princípio, seria implementando configurações que permitam ao usuário compartilhar sua localização com determinados amigos.
Hoje o Facebook possui cerca de 400 milhões de usuários e um total de 100 milhões acessam a rede via celular, o que a priori garantiria o sucesso do sistema de geolocalização. Resta saber quais serão as novidades que concorrentes, como o Google, irão criar para desbancar essa inovação facebookiana.
Mesmo sabendo que os desenvolvimentos tecnólogicos estão cada vez mais acelerados, invenções como esta do facebook me fazem pensar se realmente nao estamos nos tornando uma extensão das máquinas. Até onde as máquinas facilitam nossa vida, ou nos tornam vigilantes de nós mesmos(mesmo que inconscientemente)?

Clique e veja uma experiência de geolocalização que foi usada para fins nao tão lícitos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Panóptico - Bentham e Foucault


Foucault, em Vigiar e Punir, definindo o princípio do Panóptico, de Bentham:
O Panóptico é uma máquina de dissociar o par ver-ser visto: no anel periférico, se é totalmente visto, sem nunca ver; na torre central, vê-se tudo, sem nunca ser visto.

Inspiramo-nos, aqui, neste Panóptico para escrever sobre Vigilância, Controle e Monitoramento. Isso, claro, pensando-se em suas consequências que envolvem a cibercultura, as relações humanas, o cotidiano, as cidades - e cibercidades.

Este, enfim, é um blog que se inicia devido à disciplina Comunicação e Tecnologia, ministrada por André Lemos, durante o semestre 2010.1 na Faculdade de Comunicação da UFBA.