terça-feira, 30 de março de 2010

Redes neurais vigiam o perfil do usuário de cartão




As empresas mundiais de cartão de crédito têm arquivado o histórico das compras de seus milhões de usuários, construindo assim um perfil das aquisições de seus consumidores. Para acompanhar as mudanças tecnológicas que envolvem golpes digitais, mais especificamente, golpes financeiros, as grandes empresas de cartões passaram a investir em redes neurais na hora de “identificar” o que seus usuários costumam comprar.

Diferentemente das antigas regras estáticas utilizadas para avaliar o perfil do consumidor, as redes neurais conseguem estabelecer níveis de interpretações, tomadas de decisões e julgamentos muito mais apurados acerca do padrão de compra de determinado usuário do cartão. Assim, baseado apenas em dados registrados em um banco, esse sistema consegue desenvolver um estudo psicossocial apurado da população em que ele está inserido.

De acordo com o economista americano Ian Ayres, o banco de dados dessas empresas é tão gigantesco que é capaz de realizar previsões com até dois anos de antecedência, com intuito de antecipar possíveis atrasos nos pagamentos das faturas. Na dúvida, é melhor pensar duas vezes antes de “passar o cartão” porque o que seu vizinho não sabe, certamente, o seu cartão sabe.

Fonte: Revista Superinteressante. Edição 276. Março de 2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

Invasão de Pensamentos


O que passa pela sua cabeça nesse exato momento enquanto lê estas palavras? Você acha que está seguro em seus pensamentos? Cuidado, talvez não seja bem assim. É melhor ficar atento porque a ciência hoje já tem tecnologia para fotografar e até filmar o que acontece dentro do nosso cérebro e a partir daí descobrir em que estamos pensando.

Por enquanto, a leitura de mente é um experimento embrionário que depende de máquinas pesadas e só pode ser feito dentro de um laboratório. Só que os psicólogos e neurocientistas querem muito mais. Eles acreditam que em pouco tempo vai haver um leitor de mentes que funcionaria à distância, decodificando o que passa pela cabeça de qualquer pessoa, seja para o bem ou para o mal.

Isso traz implicações éticas e sociais. A capacidade de ler mentes pode se tornar uma arma muito perigosa. Segredos, informações secretas, e o próprio direito à privacidade estarão ameaçados e você ficará exposto, preso numa vigilância constante. No poder de governos autoritários uma tecnologia dessas significaria um ataque à democracia, o controle político seria inevitável. Viveríamos então, em um eterno Big Brother, descrito originalmente por George Orwell como uma sociedade na qual as pessoas estão sob constante vigilância das autoridades.

domingo, 28 de março de 2010

Violação de privacidade no iPhone

O QUIP, um programa para iPhone que promete driblar a falta de MMS - Multimedia Messaging Service - no aparelho, é protagonista de uma polêmica na internet envolvendo privacidade.

Envidentemente, pensa-se que esse tipo de mensagem seja privada - ou deveria ser. O QUIP funciona desta forma: o usuário escolhe um destinatário, depois uma foto, e envia; em seguida, o programa coloca num servidor e gera um link, enviando-o para o destinatário via SMS.

O problema está justamente nessa criação de URL. Ela é pública e criada aleatoriamente a partir de 5 caracteres alfanuméricos. Assim, o nome da pessoa que enviou, a mensagem e a foto tornam-se públicas. Ou seja, tanto uma foto do cachorro de X enviado para Y passa a ser visível na internet quanto uma foto íntima enviada por Z para o namorado W.

No momento, parece que o serviço está fora do ar, provavelmente por causa da polêmica que o envolveu. Absurda incompetência e desleixo dos desenvolvedores. 


Via Meio Bit

sexta-feira, 26 de março de 2010

Desnudando a Privacidade


Depois de um estudante nigeriano tentar embarcar em um avião com explosivos escondidos na cueca, alguns países decidiram instalar nos aeroportos um sistema de segurança mais eficiente e polêmico.
A adoção de scanners que usam ondas eletromagnéticas para recriar uma imagem tridimensional do corpo causa receio entre os passageiros por reproduzir detalhes quase como se a pessoa estivesse nua. Muitos ativistas reclamam de atentado à privacidade e consideram a tecnologia invasiva.
Como era de se esperar, a primeira confusão já surgiu nas mídias. Um segurança do aeroporto mais importante da Grã-Bretanha recebeu advertência da polícia por assédio. Ele foi acusado de fotografar e fazer elogios sobre uma colega que passou no scanner.
A medida ainda interfere no direito de ir e vir dos passageiros, já que segundo o ministro dos Transportes Britânico, Andrew Adonis: “Se um passageiro for escolhido para passar pelo scanner e se recusar, ele não poderá embarcar".
Fonte: Estadão, JN

terça-feira, 23 de março de 2010

China inicia bloqueio ao Google Hong Kong

Há poucos dias o Google resolveu desligar os filtros de censura na China e redirecionar toda sua infraestrutura para Hong Kong, por ser considerada uma área mais livre, com menor risco de bloqueio. Logo após, como contrapartida, a China iniciou bloqueios para interromper o acesso ao Google Hong Kong por parte de usuários do restante do país.

Até o momento, a direcionamento do bloqueio é a ferramenta de busca do Google. O provável, no entanto, é perceber tal bloqueio também nos demais serviços da empresa. Toda essa questão evidentemente gera problemas também com outras empresas que haviam firmado acordo com o Google. A China Mobile, por exemplo, que colocaria a pesquisa do Google como página inicial de seus celulares, provavelmente cancelará o acordo por pressão do governo. Outra empresa, a China Unicom, estuda formas de adiar ou cancelar a venda de celulares com a plataforma Android.


segunda-feira, 22 de março de 2010

Souriez, vous êtes filmé


Câmera grafitada em muro, logo acima de uma das clássicas placas de ruas de Paris. A intenção, provavelmente, seria uma forma de protesto ao projeto de colocar câmeras de vigilância em larga escada na cidade. Serão 1200 câmeras instaladas durante este ano, distribuídas segundo o planejamento abaixo.


Via ParisDailyPhoto

domingo, 21 de março de 2010

O que eles andam acessando?


Nem tudo é permitido ainda que esteja disponível. Uma justificativa razoável para defender programas de Controle de Navegação na Web. Com essas ferramentas é possível, por exemplo, saber o que foi acessado na respectiva máquina e/ou bloquear acesso a determinadas páginas.

Duas situações tem destaque especial quanto ao uso de tais programas: Monitoramento, feito pelos pais, do que é visto por crianças na web e, com uma finalidade diferente, controle de acesso feitos por funcionários enquanto trabalham, nas empresas. Com os pequenos, a tentativa é de evitar que eles tenham acesso a conteúdo impróprio para a idade, já nas muitas empresas que usam esses programas a intenção é evitar que as variadas opções de entretenimento na internet, que o digam redes sociais e chats, seja motivo para queda de produtividade de seus funcionários.

A rede oferece opções de softwares com níveis mais ou menos intensos de monitoramento. Alguns bloqueiam totalmente os acessos às páginas escolhidas, outros liberam por horário. O Chat Controller, por exemplo, permite tanto bloquear totalmente como liberar em horários determinados a disponibilidade dos comunicadores instantâneos. K9 Web Protection, Free Parental Control e Msn Manager são exemplos de mais softwares desse tipo, que podem funcionar seja com crianças ou com os mais crescidinhos.