domingo, 30 de maio de 2010

Flagrantes á um click

A integração de câmeras portáteis em dispositivos móveis facilitou o monitoramento da vida moderna. O celular é uma das ferramentas tecnológicas mais populares nesse sentido. Hoje, os aparelhos celulares com câmeras, tem preço acessível à maior parte da população brasileira e dependendo do modelo, possuem excelente qualidade de resolução. 


Uma consequência direta dessa popularização de dispositivos móveis com câmera integrada são os flagras, cada vez mais comuns, entre famosos ou anônimos. Está na rua ou em algum espaço público, você achou legal; curioso ou ficou incomodado; quer fazer uma denúncia? Com um desses dispositivos à mão, é só apontar, clicar e pronto. Tem-se um registro em foto ou vídeo.

Este artifício tem sido adotado por muitos paparazzi na disputa para conseguir os melhores clicks e maiores flagras de famosos. Para agravar a situação, existem os sites que compartilham videos. O youtube, por exemplo, constitui um imenso banco de dados de pessoas pegas em situações inesperadas, ou até constrangedoras. Muitos se tornam sucesso na rede e acabam repercutindo em toda a mídia.

Dentro dessa discussão surgem diversas questões. Se qualquer um pode filmar e ser filmado à qualquer momento, devemos nos preocupar no modo como agimos em nossas atividades rotineiras? Será esse o início de uma auto-vigilância?

Veja alguns exemplos de flagras que ficaram famosos na web.

O flagra de Daniela Cicarelli em cenas quentes com seu namorado numa praia da Espanha foi notícia no mundo todo. Apesar da modelo ter movido uma ação judicial para excluir o video dos sites, sempre há uma cópia disponível na rede.

  
O caso da estudante da UNIBAN, Geisy Arruda, que foi hostilizada pelos colegas porque estava usando um vestido curto, foi exposto na internet por imagens feitas em dezenas de celulares.


Quem nunca ouviu o bordão: "Pedro, devolve o meu chip!". Pois é, o universitário de 28 anos, de Vitória (ES), ficou famoso na internet depois de sua ex-namorada fazer um escândalo na porta de sua casa. Um vizinho filmou tudo e disponibilizou no youtube.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Quem domina o quê mesmo?

Quem nunca recebeu um daqueles e-mails estranhos, supostamente do seu banco, por exemplo, informando alguma ação e solicitando uma série de dados? Que atire a primeira @!!

Então, trata-se de um golpe comum, mas que já é contemplado até por um conceito: Engenharia social. Segundo o Wikipédia, dentre outras coisas, “chama-se Engenharia Social as práticas utilizadas para obter acesso a informações importantes ou sigilosas em organizações ou sistemas por meio da enganação ou exploração da confiança das pessoas. Para isso, o golpista pode se passar por outra pessoa, assumir outra personalidade, fingir que é um profissional de determinada área, etc.”

Ao contrário do que os mais familiarizados com a informática e com a internet são levados a pensar, muitos ainda são aqueles que não estão aptos a perceber esse tipo de manobra dos golpistas, ou pior, que mesmo “treinados” ainda acabam caindo nas ciladas.

“Nós não tocamos em redes, nós tocamos nas pessoas [...] Porque, no fim, o elo mais fraco em todas essas coisas é a pessoa que está à frente da tela.” É uma afirmação de Winn Schwartau, um consultor de segurança norte-americano e fundador da Security Awareness Company, ao comentar, sobre o problema da insegurança na internet.

O consultor chama a atenção para o fato de que a natureza humana não pode ser ignorada como um fator que interfere diretamente na conscientização das pessoas quanto aos perigos da internet. Independente de programas, softwares, plataformas e outras coisas mais controladas e criadas pelo homem, há um ponto vulnerável e que não se controla de forma tão prática: o próprio ser humano.

Vaidade, auto-confiança e o poder de persuasão são características humanas que podem ser usadas contra os mesmos no momento de se deixar conduzir por uma mensagem ou instrução mal intencionada.

Portanto, cuidado com você mesmo ao abrir sua caixa de entrada.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Street View do Google sob investigação


Segundo a Reuters, a Itália passará a investigar o Street View, serviço oferecido pelo Google. A iniciativa partiu após o anúncio que nos Estados Unidos dados pessoais haviam sido colhidos, acidentalmente, através de redes wi-fi. No país italiano, um órgão regulador irá verificar se o Google tratou de maneira correta os dados obtidos através do Street View.

O Google Itália admitiu ter coletado imagens, mas também que “os dados relativos à presença de redes sem fio, bem como comunicações eletrônicas, eventualmente transmitidas pelos usuários através de redes sem fio desprotegidas". Na semana passada, o Google afirmou que sua frota de carros, ao longo dos anos, vem registrando imagens ao redor do mundo, e que por acidente, acabou coletando informações pessoais, as quais nunca foram usadas – segundo o grupo.

Segundo o “Jornal Financial Times”, o Google enfrentará inquéritos dos governos italiano e estadunidense após o “incidente”, que também aconteceu no Brasil.


Fonte: Folha Online e Google Street View Brasil

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Contested Space - projeto de contravigilância


Trata-se de um projeto de tese de BFA (Bachelor of Fine Arts) de Bruce Paul. A ideia é fazer uma projeção, em plena rua, de imagens captadas a partir de uma câmera colocada também no mesmo local.

O projeto foi realizado na Inglaterra, país com um dos maiores níveis de vigilância do mundo. Serve, de qualquer forma, para lembrar as pessoas que elas estão sendo vigiadas o tempo todo. Claro que normalmente essas imagens são privadas e os cidadãos não percebem o quanto  eles estão presentes em diversas gravações de diversas câmeras espalhadas pela cidade.

Evidentemente refere-se a algo realizado com uma proposta de contravigilância, fazendo-nos refletir um pouco sobre o excesso de surveillance.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Scanner corporal chega ao Brasil




Já fizemos um post a respeito do scanner corporal, agora o equipamento chegou ao aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro e para variar está causando muita polêmica. Confira a reportagem publicada no portal UOL.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Brasil: campeão de solicitações para remoção de conteúdo


O Google divulgou no final de abril uma relação com o número de solicitações vindas de governos para remoção ou acesso a informações. O Brasil ficou em primeiro lugar em número de solicitações dos dois tipos, tanto de remoção (291) quanto de informação (3663).


Por causa disso, o Grupo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público Federal solicitou ao Google os dados que levaram a empresa a colocar o Brasil em primeiro lugar de solicitações. Segundo o MPF, os dados devem estar relacionados às solicitações em decorrência de pornografia infantil.


Via Google Discovery

Direito de Informação e Privacidade

Quanto é possível saber sobre alguém que você não conhece hoje em dia?


Considerando a facilidade de acesso ao meio eletrônico em que estamos inseridos nos dias de hoje, torna-se possível seguir as pegadas eletrônicas de qualquer cidadão digital, com ou sem seu consentimento. Nesse contexto, entra em cena o entrelaçamento das informações de banco de dados, o intercâmbio entre sistemas armazenadores de perfis, dados estratégicos, financeiros, médicos, científicos, jurídicos, de crédito, pessoais, enfim, uma série de informações que poderão ser reunidas em um só lugar oferecendo a possibilidade de se conhecer profundamente a respeito de alguém, seja pessoa natural ou jurídica.
Para evitar abusivas intrusões na privacidade de cada um, a regulação do uso das informações pessoais no meio virtual passou a ser um item necessário na constitução. Assim surgiu o Direito da Informática, uma área nova, ainda em desenvolvimento, que zela pelo acesso à rede com proteção da privacidade.

Por outro lado, a liberdade de expressão é também defendida pela lei como característica fundamental dos direitos humanos.

"Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras."

Art. XIX, Declaração Universal dos Direitos do Homem

Mas será possível delimitar o campo da privacidade na confusão de informações livremente veiculadas na internet pelos próprios usuários, através de sites de relacionamentos; blogs; jogos eletrônicos, entre outras atividades virtuais? Até onde vai o grau de exposição e quando começa a vigilância?

Segundo, Rafael de Menezes, professor de Direito Civil e Direito da Informática da ESMAPE,"O direito à privacidade é um limite natural ao direito de informação." Conciliar os dois interesses é uma tarefa difícil e que o Direito da Informática se propõe á fazer.

Veja aqui a sinopse do livro: Direito da Informática, Privacidade e Dados Pessoais

Fontes: Direito da Informática, Artigo

segunda-feira, 3 de maio de 2010

George Orwell vigiado


Irônico, não?


Via twitpic.